fbpx
Busca

Projeto Político-Pedagógico

A Escola é o lugar institucional da educação formal, mas é também lugar de produção do conhecimento, não apenas de sua transmissão simplista e reducionista. Como uma das múltiplas e diversificadas instituições que compõem a sociedade, encontra-se em situação crítica. A crise que a perpassa diz respeito, sobretudo, à especificidade e às funções que ela desempenha no seu meio social. No entanto, a crise não é só sua, é reflexo das múltiplas crises sociais.
A escola, entendida como uma instituição indissociável em relação à sociedade, sofre de uma crise institucional. Essa situação pode ser considerada, ao mesmo tempo, normal e benéfica, pois a realidade social é histórica, dinâmica e instituinte. O caráter relacional e interativo é condição necessária para o estabelecimento de relações construtivas entre as instituições cada vez mais dinâmicas, transitórias e em processo de construção em que a sociedade se encontra.
A substantividade da escola se manifesta pela apreensão, crítica, reelaboração e veiculação de saberes que sejam mediadores entre o “o cotidiano e o não cotidiano” (DUARTE, 1999). O caráter de mediação implica identificar diferentes direções a que a escola possa atender e definir-se por uma em particular. A passagem que a escola pode gerar entre uma situação dada e uma nova, seja em nível individual ou coletivo, estabelece o caráter pedagógico que lhe é inerente.
A educação, partindo desses pressupostos, é então, um processo compreensivo da realidade e um projeto objetivo da sociedade. A Escola é a instituição viabilizadora deste projeto.
O papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se ainda mais na atualidade e aponta para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de cidadãos. A Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996, em seu Artigo 2º, define que a educação “inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Vivemos numa era marcada pela competição e pela excelência, em que progressos científicos e avanços tecnológicos definem exigências novas para os jovens que ingressarão no mundo do trabalho. Conhecimento, seriedade ética e incorporação de novas tecnologias tecem o sonho de todo cidadão atual. É certo que a ciência e tecnologia, por si só, não resolvem os problemas modernos, mas sem elas não há solução. A construção da cidadania ativa implica no domínio dos novos códigos e linguagens, na incorporação das sofisticadas ferramentas da ciência e da tecnologia, no entendimento dos conceitos sociológicos e na apropriação da cultura. Sonegar esse embasamento educacional é comprometer o desenvolvimento humano e social das novas gerações. (LAGO, s.d.)
É evidente que a educação se faz no tempo e no espaço. No entanto, a escola concebida em perspectiva institucional, portanto, histórica, aberta e relacional, não pode ser comparada a uma organização fechada, estática e mantenedora ou produtora de culturas e de situações que atendem a interesses particulares ou a “status” vigentes. Nem pode ser concebida ou projetada num espaço e tempo delimitados.
A escola torna-se uma instituição pedagógica e educadora, na medida em que se mobilizam culturas, valores, políticas e inteligências, com vistas à emancipação de indivíduos e de grupos, possibilitando, através da superação de situações de conformação e de subordinação, a construção de situações de libertação.
A cultura, o saber elaborado e os valores constituem para cada sociedade a estrutura superior que, associada às condições reais da vida, mantém a mesma sociedade ou grupos estáveis, ou os projetam à conquista de novos desafios. Em outras palavras, a concepção do “vir a ser” é um processo e não um resultado pré-estabelecido, cujos fatores determinados estão ao mesmo tempo nas situações reais da vida e de cultura de um povo e nas configurações e valores por ele projetados. Nesta articulação entre os níveis supraestruturais e infraestruturais, cabe à escola, mais que a qualquer outra instituição da sociedade, a função dinamizadora e prospectiva de viabilizar com seus educandos, saberes e valores que atendem às dimensões objetivas e subjetivas com vistas a tornar o ser humano e a sociedade qualitativamente desenvolvidos.
A apreensão dos pressupostos acima esboçados implica profunda e constante análise e reflexão entre a realidade histórica da sociedade local e brasileira, as culturas e estruturas vigentes, as ciências sociais e a filosofia da educação com vista a comprometer o corpo docente e administrativo com os fins educacionais a que se propõem e com os propósitos deste projeto.

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO



VOLTAR >Quero Estudar

Quero Estudar